Eleitor, jornalista colaborativo nas eleições de 2010

O eleitor, este ano, vai poder contar com mais um aliado na escolha do seu voto. Trata-se de sites que, aproveitando da colaboração dos usuários, disponibilizam um conteúdo diversificado e mais abrangente sobre os candidatos. O portal Eleitor 2010 é uma mídia cidadã que agrega, organiza, analisa e cria conteúdo relativo as campanhas eleitorais.

A população pode enviar relatos, denúncias de fraudes, comícios e irregularidades em geral. O testemunho do eleitor, que fará um trabalho colaborativo, é prioridade. Ele pode enviar fotos, vídeos, depoimentos e áudio de denúncias.

Aproveitando o modelo de Jornalismo Colaborativo, muitos projetos jornalísticos já estão contando com a participação e sugestão de conteúdo, pauta e fontes por parte dos seus leitores. Essa colaboração pode permitir que o jornalismo se renove, trazendo desdobramentos e informações que uma redação sozinha não daria conta de acompanhar.

O site VotoCerto, por exemplo tem aproveitado bem esse conceito. O portal funciona como um banco de informações sobre as eleições 2010 em todo o Brasil, com estatísticas, pesquisas, perfis de pré-candidatos e monitoramento das principais notícias das campanhas eleitorais.

O VotoCerto apresenta uma sessão em que o cidadão pode escrever relatos, fazer denúncias e dar a sua opinião. O leitor participa da construção dessa página.

O engenheiro Artur Luís Ribeiro, que tem acompanhado as notícias postadas no site Eleitor 2010, considera democrática a possibilidade de o leitor colaborar com informação. Ele destacou ainda o ineditismo do portal e ressaltou a importância de se comentar as eleições e a política de uma forma geral. No entanto, o engenheiro questionou a credibilidade das informações. “Eu procuro fazer uma triagem do que leio. Eu não sei o histórico da pessoa que está fazendo seu relato”, ponderou.

Blogs informativos com relatos pessoais dos acontecimentos e sites em que os internautas publicam reportagens estão se tornando comuns. O site do jornal O Globo é outro exemplo de aproveitamento do conteúdo enviado por usuários. Para postar textos, fotos e vídeos no “eu-repórter” o usuário tem que estar cadastrado. O site deixa claro que a informação proveio do internauta.

O portal Terra também destaca o Jornalismo Colaborativo. Em sua página há um link chamado “Vc Repórter” . Após preencher um formulário e aceitar o termo de autorização de uso das informações, fotos, vídeos e áudios produzidos, o leitor estará apto a colaborar com notícias.

O site dá dicas para os leitores sobre como produzir um bom texto e fazer boas fotos. Para que a matéria tenha mais chances de ser publicada é aconselhável que tenha o maior número possível de informações sobre o material. As notícias podem ser enviadas até pelo celular através de mensagem multimídia.

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Jornalismo colaborativo: cidadão repórter

Com o aumento do número de usuários da internet e conseqüentemente das redes sociais, além de tantas outras mídias digitais disponíveis, pessoas comuns se tornaram colaboradores dos jornalistas profissionais. O Jornalismo Colaborativo como é conhecido, torna o cidadão principal informante de acontecimentos que normalmente tem um enfoque hiperlocal.

O leitor comum pode, por exemplo, enviar a foto de um acidente que a imprensa, em meio a tantos acontecimentos, não conseguiu cobrir. O Twitter é uma rede social que facilitou a procura de fontes para matérias jornalísticas. Podemos citar o perfil do ajude um repórter, que anuncia o tipo de fonte que o jornalista precisa. O twitteiro que conhecer alguém que se encaixe no perfil pode indicá-lo. O site do jornal italiano “Allemanda” também é um exemplo de colaboração dos cidadãos. Ele permite que seus leitores criem blogs dentro do próprio espaço da web.

Na esfera digital, o jornalista pode atuar de modo a colher o máximo de informações junto ao público, que se apresenta mais atuante e crítico. Em um emaranhado de dados, é importante que o comunicador estabeleça um canal de comunicação perene com suas “fontes”, oferecendo a elas meios de troca de informação. Nesse ambiente, em que quase tudo vira notícia, o público assume o papel de emissor de conteúdo. Tal fenômeno é chamado de Jornalismo Colaborativo.

O jornalista do Portal Uai, Rafael Passos, acredita que se faz necessária a filtragem daquilo que é recebido, bem como a checagem do mesmo. “O jornalista se torna o coordenador dessa teia, por assim dizer, de comunicadores”, ressalta.

Para Rafael, o Jornalismo Colaborativo é importante, visto que o repórter passa a valorizar a audiência, deixando de tratá-la como um mero agente passivo, que absorve todo tipo de informação. “É fundamental dar voz a quem tem algo a comunicar”, disse. Na avaliação dele, o jornalismo colaborativo não se trata de um “novo” jornalismo, mas, sim, de uma etapa do mesmo, que precisa se adequar ao avanço das tecnologias e das ferramentas de informação. 

A viabilidade do Jornalismo Colaborativo se dá à medida que a mídia se abre, de fato, para a participação da audiência. Quase todos os meios de comunicação criaram canais ditos colaborativos. No entanto, para Rafael Passos, o processo de elaboração de conteúdo com a participação do internauta ainda é incipiente, carecendo de ferramenta que ofereçam a ela meios efetivos de colaboração. “Alguns portais, por exemplo, ditam regras e normas para publicação de conteúdo “extra-redação”, limitando o colaboração”, enfatizou.

O editor da revista Digestivo Cultural, Júlio Daio Borges, já mediou uma mesa de debates sobre as polemicas de geração de conteúdo na internet, ele ressaltou que essa colaboração pode permitir que o jornalismo se renove, trazendo desdobramentos que uma redação, sozinha, não conseguiria nem imaginar. “A wikipedia, por exemplo, quem imaginaria que, na internet, se tornaria a referencia que se tornou? Vamos ter muitas surpresas nos próximos anos, em termos de crowdsourcing “terceirizar para a multidão”.

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Rede social é alvo de campanha para eleições

O Twitter será um grande aliado para aos candidatos a presidência durante as campanhas eleitorais de 2010. Os aspirantes ao palácio do planalto criaram perfil na rede social com o objetivo de se aproximarem dos eleitores. No mini blog são postados informações sobre agenda, como suas viagens e rotina diária.

O candidato Tucano, Jose Serra, por exemplo, fez o seguinte post no dia 17 de abril: “Dia agradável em Maceió. Meu astral sempre sobe em Alagoas. Tenho uma dívida de gratidão com os alagoanos e eles sabem. Vou retribuir.” Declarações como esta aumentam as piadas em torno das eleições. O colunista do jornal Estadão, Diogo Salles em uma de suas crônicas, compara a adesão dos candidatos ao Twitter com e-mails falsos, segundo quem optou por segui-los, corre o sério risco de entulhar a sua timeline com lixo eletrônico.

Nos perfils de Twitters dos candidatos observa-se uma diferente linha para postagens. A candidata Dilma Rouseff, por exemplo, twitta informações de algumas conquistas e trabalhos desempenhados pelo atual governo. Já o aspirante a pré-candidato Ciro Gomes costuma ser mais apelativo. Gomes chegou a implorar ao público para que seja feita uma “pressão” ao seu partido a fim de que ele seja indicado para candidato. Em seu blog ele sempre posta links que redirecionem para seu site, onde ele posta seus textos.

A candidata do PV, Marina Silva, é aparentemente a mais sociável com seus seguidores. Ela retweeta mensagens, responde aos seus seguidores e conta toda sua rotina, como viagens e coletivas. Assim como Marina Silva, o ex-deputado paulista, Plínio de Arruda, que também é candidato à presidência segue o mesmo princípio em seu perfil.

O ex-governador de São Paulo, José Serra possuí uma linguagem mais culta em suas postagens. Seus comentários nem sempre são destinados para todo cidadão. A impressão que temos é de que ele não está na corrida pela presidência e precisa conquistar toda sociedade.

Outros candidatos, que não são tão conhecidos, também aderiram à rede social. José Maria Eymael do PSDC têm 445 seguidores. Já  José Maria de Almeida do PSTU é seguido por 385 internautas. O candidato Levy Fidelix do PRTB, integra sua rede com 382 seguidores, Mario Oliveira do PTdoB com 248 e timidamente, com 28 seguidores Américo de Souza, do PSL.

Alguns candidatos utilizam a customização dos seus perfis. Dilma usou o fundo vermelho, cor alusiva ao PT. Mario Oliveira utiliza mesmo banner de seu site. José Maria Eymael têm no fundo de seu Twitter imagens do globo terrestre, José Maria de Almeida a foto de uma manifestação de seu partido e Levy Fidelix a bandeira do Brasil.

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O Estadão.com e sua reforma gráfica

A reformulação gráfica do site do “Estadão” não trouxe muita inovação. O site não utiliza muitos recursos da web 2.0, há algumas falhas quanto ao redimensionamento de algumas notícias que se encontram em destaque na página inicial, dentre outros aspectos negativos que podem ser apontados. A jornalista Nathália Bini, apesar de aprovar a proposta de separação de temas como economia, política e outros, crítica a falta de alguns recursos. “Senti falta de vídeos. Uma vez que o Estadão já possui uma TV na web, faltou produzir material nessa plataforma. No caso das chuvas no Rio, os vídeos disponíveis são de internautas. Também senti falta de postagens de áudio”. Aponta a jornalista. Outro fato levantado por Natalia é na seção Estadão 2.0. Os blogueiros do Estadão avisam no final da página que não há como postarem seus dados no “perfil”.

O Designer Rafael do Nascimento avalia como positiva a reforma gráfica do site, mas afirma que ainda pode ser feito mais mudanças. “Uma das coisas muito comentadas e que eu concordo é o ar meio claustrofóbico do site com excesso de informação, inclusive gerando uma barra de rolagem enorme para passar por 3 conjuntos de paginas, acredito que as informações no rodapé devam ser bem irrelevantes.”Diz.

Yuri Almeida, especialista em cibercultura e internet, acredita que as experiências do ciberjornalismo brasileiro tendem a seguir os padrões europeus. Apontando ainda que o site do Estadão.com é uma replica do “The Guardian”. Para ele, a mudança no jornal facilitou a navegação e a visualização dos editorias, colunistas e blogs. “Porém, sem dúvida, certamente os único conceito que justifica o adjetivo ‘novo’ na mudança do layout é a potencialização da multimidialidade e distribuição do conteúdo pela iPad.”

A interatividade do site também é um ponto a ser revisto. “A interação com os leitores, ainda resume-se a comentar, enviar por e-mail, imprimir e ampliar o tamanho da fonte. Falta também maior espaço e/ou aproveita o conteúdo colaborativo produzido pelos usuários do site.” Analisa Yuri Almeida.

News Game, a informação em forma de diversão

O jornalismo tem utilizado as novas ferramentas digitais como um meio de inovar a forma de divulgação das notícias. O newsgame (jogo informativo) é um exemplo dessa inovação. A partir de temas jornalísticos, acontecimentos e informações é criado um jogo interativo vinculado à notícia. Inserido na internet, o newsgame apresenta um conteúdo mais atrativo, lúdico e contextualizado.

Tiago Dória, em seu blog, ressalta que um dos diretores do Poynter, um dos principais sites sobre jornalismo online, Howard Finberg, afirmou que taxa de retenção de informação em um newsgame é de 70 a 80%, enquanto num meio com texto e algum elemento multimídia – áudio ou vídeo – é de apenas 50. Segundo Dória, Newsgames é um conceito que surgiu, mais ou menos, em 2003 e refere-se a jogos feitos com base em notícias ou um acontecimento em curso. ElPais e The New York Times já fizeram alguns experimentos com o formato. O ElPais foi responsável por publicar um dos primeiros newsgames – o Play Madrid, sobre os ataques terroristas em Madri, na Espanha, em 2004.

Aqui em Minas, recentemente, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) lançou, o Dengue Ville, jogo que ajudará a campanha de conscientização da secretaria no combate do Aedes aegipty. O objetivo é esvaziar garrafas, tampar caixas d’água, colocar areia nos pratos das plantas, mobilizar vizinhos, distribuir soro caseiro para as vítimas da doença em um posto de saúde. O jogo está integrado ao Orkut e divulgado no twitter.

Em seu blog, Andrea Deak, destaca o jogo Consumer Consequences. Neste jogo, o jogador pode calcular o quanto ele é prejudicial ao planeta. “O fato é que este método de apresentação de informação é muitíssimo mais eficaz do que um texto. Ou um vídeo-reportagem, ou um documentário, ou um programa de rádio”, diz o blogueiro. Andrea Deak, também sugere que os news games possam ser chamados de infografia de banco de dados ou até mesmo de “jornalismo vídeo game”.

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O Jornalismo Multimídia

O jornalismo tem passado por grandes alterações nos últimos tempos, a queda na obrigatoriedade do diploma é uma dessas mudanças. Mas antes que essa decisão fosse tomada outros meios já haviam invadido o trabalho jornalístico e alterado a rotina dos tradicionais repórteres que saiam à rua para buscar informação e publicavam a noticia no jornal do dia seguinte. O jornalismo multimídia, como é conhecido, começou a agregar conteúdo midiático às notícias, o que trouxe maior interatividade aos leitores.

Esse novo modelo ele ganhou força com o surgimento da internet, ambiente no qual é possível produzir conteúdo através de texto, imagens, som, vídeo, animação etc. Segundo o blogueiro Rafael Peret, que utiliza muitos dos novos meios, como o Twitter, disse que a migração para os novos meios acontece de forma gradativa. “Demorou muito para os grandes veículos de comunicação perceberem o potencial da rede em comunicar não apenas através de textos (um pouco pela novidade em si, um pouco pela falta de capacitação dos profissionais), mas também por meio de recursos audiovisuais, por exemplo.” Comenta.

A utilização do jornalismo multimídia permite que os internautas tenham acesso a informações instantâneas e ainda possam colaborar com o conteúdo. Uma vez que o usuário, ao navegar por um site além de ter acesso a uma informação pode ajudar a apurar e passar informações sobre determinado fato, o que ocasiona maior possibilidade de interação. O internauta pode, instantaneamente, responder a redação e responsáveis pela divulgação da notícia.

O blogueiro Yuri Almeida, diz que esse tipo de jornalismo é baseado na convergência dos suportes midiáticos (imagens, áudio, vídeo, infográficos e texto) e em uma linguagem plural de narrativas jornalísticas. “Apesar de multimídia está relacionado sempre à “diversas mídias”, penso que tal concepção precisa evoluir para incorporar as redes sociais (seja como fonte, interação e personagens) e a produção de conteúdo colaborativo. O jornalismo multimídia é uma possibilidade não é a regra do ciberjornalismo”. Explica.

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