O Jornalismo Multimídia
O jornalismo tem passado por grandes alterações nos últimos tempos, a queda na obrigatoriedade do diploma é uma dessas mudanças. Mas antes que essa decisão fosse tomada outros meios já haviam invadido o trabalho jornalístico e alterado a rotina dos tradicionais repórteres que saiam à rua para buscar informação e publicavam a noticia no jornal do dia seguinte. O jornalismo multimídia, como é conhecido, começou a agregar conteúdo midiático às notícias, o que trouxe maior interatividade aos leitores.
Esse novo modelo ele ganhou força com o surgimento da internet, ambiente no qual é possível produzir conteúdo através de texto, imagens, som, vídeo, animação etc. Segundo o blogueiro Rafael Peret, que utiliza muitos dos novos meios, como o Twitter, disse que a migração para os novos meios acontece de forma gradativa. “Demorou muito para os grandes veículos de comunicação perceberem o potencial da rede em comunicar não apenas através de textos (um pouco pela novidade em si, um pouco pela falta de capacitação dos profissionais), mas também por meio de recursos audiovisuais, por exemplo.” Comenta.
A utilização do jornalismo multimídia permite que os internautas tenham acesso a informações instantâneas e ainda possam colaborar com o conteúdo. Uma vez que o usuário, ao navegar por um site além de ter acesso a uma informação pode ajudar a apurar e passar informações sobre determinado fato, o que ocasiona maior possibilidade de interação. O internauta pode, instantaneamente, responder a redação e responsáveis pela divulgação da notícia.
O blogueiro Yuri Almeida, diz que esse tipo de jornalismo é baseado na convergência dos suportes midiáticos (imagens, áudio, vídeo, infográficos e texto) e em uma linguagem plural de narrativas jornalísticas. “Apesar de multimídia está relacionado sempre à “diversas mídias”, penso que tal concepção precisa evoluir para incorporar as redes sociais (seja como fonte, interação e personagens) e a produção de conteúdo colaborativo. O jornalismo multimídia é uma possibilidade não é a regra do ciberjornalismo”. Explica.
